Planos já tem adesão de 26% da população

ASSPREVISITE - 02/04/2012

O número de usuários em planos de saúde passa de 26% da população do país. A estimativa é de Ivete Semmler, presidente do Grupo Semmler. De acordo com Ivete, é notável o crescimento da participação das Seguradoras neste mercado. “Percebemos a mudança de comportamento de clientes. Grandes empresas enxergam os produtos de seguros, notadamente seguro e saúde, como mais uma opção, das operadoras”.

O seguro já faz parte da vida dos brasileiros. Para Ivete, contratar um seguro de vida deixou de ser um `tabu´, principalmente em se tratando da classe C. “O cuidado com bens materiais e humano passou a ser necessidade primordial nos tempos de hoje”. De acordo com a presidente do Grupo Semmler, o mercado de seguros se consolida como uma das melhores opções para pessoas físicas e jurídicas. “Os valores são acessíveis à Classe C, que é a maior consumidora do País, e o mercado está aquecido”.

Os serviços de saúde são regulados pela ANS – Agência Nacional de Saúde. Na opinião de Ivete Semmler, a ANS está mais atuante. Um exemplo das novas regras imputadas é a inserção de procedimentos no rol de obrigatoriedade das operadoras e seguradoras de Plano de Saúde. “Tal medida beneficia o usuário, que passa obter um atendimento mais completo em vários procedimentos que antes não estavam cobertos em seu contrato”, diz.

Por outro lado, as operadoras passam a avaliar com mais rigor sua rede credenciada e disponibilização da mesma. “A obrigatoriedade impacta no aumento inesperado dos seus custos junto à rede. Fica a dica de que antes de contratar seu plano de saúde avalie bem a rede credenciada e acompanhe as suas atualizações”, opina.

Sobre as queixas dos usuários, Ivete conta que as principais estão na limitação da rede credenciada ou na demora de liberação de algum procedimento de alta complexidade como exames de autocusto. “Estes procedimentos de fato despertam mais cuidado da operadora na hora de liberar uma autorização. O custo nem sempre é fator relevante, o usuário de plano de saúde está mais exigente, mais antenado e consecutivamente mais apto a negociar seus direitos junto a operadora”.

Agenda

O prazo máximo para consultas na área de pediatria, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia e clínica médica passou a ser de sete dias desde a Resolução Normativa nº 259 de 17 de junho de 2011, observou a presidente do Grupo Semmler. Para outras especialidades, o prazo é de 14 dias. “Muitas operadoras ainda estão se adequando ao modelo, inserindo novos médicos em sua rede e até mesmo ampliando o seu quadro”, conta.

No Grupo Semmler, há atendimento próprio, independente do atendimento da operadora de saúde para dar suporte nessas questões e ajudar o cliente é buscar uma solução com a operadora no caso da regra não estar sendo cumprida, explica.

Faixas Etárias

O último reajuste possível ocorre quando o segurado completa 59 anos. Esse limite foi estabelecido pelo Estatuto do Idoso, quando a ANS estipulou a divisão da tabela de preços em 10 faixas etárias. “Para a confecção dos valores nestas 10 faixas, ficou estipulado que a última faixa (59 anos ou mais) não poderá ter valor maior que seis vezes o valor da faixa inicial (0 à 18 anos) e que a variação acumulada entre a sétima (44 a 48 anos) e a última (59 anos ou mais) faixas não poderá ser superior à variação acumulada entre a primeira (0 a 18 anos) e a sétima (44 a 48 anos) faixas etárias”, explica Ivete Semmler.

Remuneração

Para as operadoras e seguradoras de saúde, a tabela AMB continua sendo o parâmetro para determinar a remuneração dos médicos credenciados. “Os valores quase sempre são bem menores se comparados aos aplicados para clientes particulares.

A maior diferença é claro que é a demanda, ou seja, a procura de usuários de planos de saúde ao consultório é bem maior do que para atendimento particular. Há de se considerar o fato de que os médicos reclamam porque deixam de considerar essa questão, lei da procura”, observa a presidente do Grupo Semmler.

Turn-Over

A troca de plano de saúde não é uma prática constante nas empresas porque a migração é um processo muitas vezes doloroso e provoca muitas reclamações dos funcionários, indica Ivete. De acordo com a executiva, o turn-over normalmente acontece na data de reajuste de contrato e em casos de portabilidade. “É baixo porque há regras de compra de carências e avaliação de doenças pré-existentes. Isso se aplica aos casos de planos para pessoa física. Já para pessoa jurídica, o turnover também pode aumentar na data de reajuste de contrato ou por conta da situação financeira em que a empresa está vivendo”, completa.