Plano de Saúde coletivo tem reajuste maior

DIÁRIO DE S. PAULO - 15/03/2012

Os usuários de planos de saúde devem analisar com bastante atenção as vantagens e desvantagens antes de trocar o modelo do contrato. A migração do plano individual para o coletivo é bastante tentadora se comparado o valor da parcela (até 30% menor), porém, na renovação do contrato o reajuste pode chegar a 44% por conta do índice de adesão da carteira.

O governo só controla, por meio da ANS, o reajuste dos planos individuais, que é determinado, entre outros fatores, pela média dos reajustes dos planos coletivos. No ano passado, por exemplo, o reajuste do plano individual autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) ficou em 7,69%. Por sua vez, os planos coletivos das operadoras são reajustados levando em consideração as despesas operacionais e a taxa de sinistralidade (ou índice de uso) da carteira do plano. A carteira é o grupo de pessoas cobertas pelo plano coletivo.

Por isso, para fugir de arapucas, antes de fazer a troca, o consumidor deve verificar a sinistralidade da carteira que vai aderir. Uma mesma operadora pode ter reajustes diferentes para duas empresas do mesmo porte, com o mesmo número de empregados e o mesmo ramo de atividade. Normalmente, a taxa de uso é maior em ramos de atividade de risco, como uma cooperativa de motoboys, ou com participantes mais velhos.