Plano de saúde: com mais custos, desafio das operadoras é financiamento

INFOMONEY - Viviam Klanfer Nunes - 27/01/2012

O grande desafio das operadoras de saúde, no momento, é o financiamento da atividade, conforme avalia o presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Márcio Coriolano.

De acordo com o CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros), o presidente explica que o setor enfrenta custos crescentes, por conta da incorporação de tecnologias e do aumento da demanda por serviços de saúde. Em sua análise, é importante que as operadoras passem a incentivar os beneficiários, no sentido de adotar hábitos saudáveis.

Desafios

Para ele, uma das soluções aos problemas inerentes ao setor seria justamente se a população passasse a adotar hábitos mais saudáveis. As operadoras, portanto, têm um importante papel, de estimular essa mudança.

O envelhecimento da população também mostra impactos relevantes sobre o financiamento dos sistemas de saúde em praticamente todo o mundo e, no Brasil, não é diferente. Para lidar com esses problemas, fica cada vez mais clara a importância do indivíduo começar a se responsabilizar mais pela sua própria saúde.

Em 2012, entre as prioridades das empresas associadas à FenaSaúde, estão a expansão dos programas de prevenção e promoção e a discussão com a sociedade de uma “melhor equação para autorização de reajustes dos planos individuais”. O mercado também irá pressionar os órgãos reguladores, visando a viabilizar o produto VGBL Saúde, misto de plano de previdência com plano de saúde.

Coriolano afirma que a FenaSaúde continuará defendendo a estabilidade da regulação, a segurança jurídica, a liberdade de mercado, a qualificação de suas operadoras associadas e a busca pela melhoria constante da qualidade dos serviços prestados na saúde suplementar.