Planos de saúde dizem que vão cumprir novos prazos para consultas médicas

UOL Economia - 19/12/2011 - Aiana Freitas

As empresas de planos de saúde afirmam que estão preparadas para cumprir a norma da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que determina prazos máximos de agendamento de consultas.

A partir desta segunda-feira (19), as empresas de planos de saúde terão de agendar consultas médicas de especialistas, como cardiologistas, em até 14 dias úteis. No caso de consultas básicas, como clínica geral, o prazo é menor ainda: até 7 dias. Exames de sangue, por exemplo, têm de ser marcados em até três dias úteis.

Não explicam, no entanto, se aumentaram sua rede credenciada ou os serviços de call center para darem conta do aumento da demanda.

Em nota, a Sul América Seguros, uma das maiores empresas do setor, informou apenas que "faz constantemente a gestão da rede para dimensioná-la corretamente, de forma a atender a todas as demandas em conformidade" com a resolução da ANS.

A Bradesco Seguros disse que "cumpre rigorosamente a legislação vigente". Amil e Unimed Paulistana não informaram se estão prontas para cumprir a medida.

Em nota, a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 15 operadoras, disse que "suas afiliadas estão preparadas para atender os prazos previstos".

Segundo associação, prazos já são cumpridos

O presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que representa 200 empresas), Arlindo de Almeida, diz que o consumidor pode ter problemas se quiser marcar consulta com um profissional específico ou um profissional de alguma especialidade rara em cidades menores.

"Mas, nesse caso, apenas as empresas pequenas podem ter algum problema", afirma. "A grande maioria das operadoras já marca as consultas nesses prazos."

Não é essa, porém, a opinião dos próprios clientes de planos de saúde. Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e divulgada em junho pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) mostra que 58% dos usuários têm reclamações contra os planos.

As mais comuns, registradas por 26% dos entrevistados, estão justamente relacionadas com a demora no atendimento ou fila de espera no pronto-socorro, no laboratório ou na clínica.