Plano de saúde empresarial terá reajuste médio de 19% em 2018.

Valor Econômico - 28/06/2018

O reajuste médio dos planos de saúde empresariais -- modalidade que representa 67% do setor -- deve ser de 19% neste ano. Trata-se de um percentual acima do aumento de 17% aplicado em 2017. O argumento das operadoras dos planos de saúde é que a introdução de novas tecnologias, envelhecimento da população e uso excessivo do convênio médico puxam para cima o custo da saúde. No entanto, outras modalidades de planos de saúde -- que enfrentam esse mesmo cenário -- estão praticando reajustes menores quando comparado ao índice adotado em 2017. No convênio individual, o aumento é de 10%, o que representa uma redução de 3,55 pontos percentuais. Os planos de saúde por adesão estão aumentando em média 18% contra 22% do ano passado.

Essa diferença fica ainda mais gritante quando se considera que o IPCA fechou em 2,95% e o IPCA Saúde em 6,52% no ano passado. As operadoras alegam que a inflação geral é sempre maior do que a inflação médica e por isso os reajustes são tão altos. No entanto, esse argumento vem perdendo força uma vez que a distância entre as "duas inflações" ficou muito grande. Há desde os 5,7% defendidos pelo Idec até os 19% pleiteados pelas operadoras para os planos empresariais.

Esse embate já chegou à Justiça. Neste mês, o Idec entrou com uma liminar defendendo um aumento de 5,7% para os planos individuais baseado no IPCA - Saúde. A medida foi uma resposta à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou um aumento de 10%. O Tribunal Regional Federal (TRF) derrubou a liminar do órgão de defesa do consumidor e manteve o índice da agência reguladora.

Neste cenário de brigas por um aumento entre 5% a 10%, as operadoras defendem um reajuste médio de 19% para os planos empresariais. No ano passado, já houve embates jurídicos entre operadoras e empresas reclamando do reajuste do plano de saúde.