Planos exclusivamente odontológicos seguem em crescimento

IESS em 28/09/2017.

NAB indica que este mercado firmou cerca de 1,5 milhão de novos vínculos

O mercado de planos exclusivamente odontológicos segue como destaque positivo na saúde suplementar brasileira. Dados da nova edição da NAB, apontam que, entre agosto deste ano e o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 7,1% no total de beneficiários exclusivamente odontológicos, correspondendo a quase 1,5 milhão de novos vínculos. Neste período, a região Nordeste foi a que apresentou maior crescimento, com a entrada de mais de 450 mil novos beneficiários, representando alta de 11,4%. 

No segmento de planos médico-hospitalares, o boletim capta mais uma queda no total de beneficiários: em agosto de 2017 ante o mesmo mês do ano passado, 696,2 mil beneficiários saíram dessa modalidade de plano, o que corresponde a uma retração de 1,5% no total de vínculos. 

Segundo o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, não se pode falar em recuperação porque os dados da variação anual ainda apresentam queda. “No entanto, a análise trimestral aponta que mais da metade dos Estados da federação apresentou leve incremento no número de beneficiários, resultando em avanço de 0,2% no total. Há sinais de que a recuperação poderá acontecer nos próximos meses, em especial com a retomada da criação de postos formais de trabalho em regiões metropolitanas nos setores como o comércio e a indústria, com maior aderência ao plano de saúde como um benefício”, aponta. 

“Pode-se avaliar que, apesar do decréscimo de beneficiários médico-hospitalares em 12 meses, podemos esperar uma maior recuperação em breve”, conclui Carneiro.

Números de destaque

No período entre os meses de agosto de 2016 e de 2017, o maior crescimento no percentual do número de beneficiários de planos médico-hospitalares foi no Amazonas, com 7,9% (39.090 novos vínculos). A maior queda foi registrada em Roraima (-6,3%), ou 10.596 beneficiários a menos. Já em números absolutos, São Paulo foi o Estado que perdeu mais beneficiários, com 367.778 vínculos a menos, ou -2,1% na comparação anual. Em contrapartida, o Ceará se destacou com 44.911 novos beneficiários no período, alta de 3,6%.

Para os planos exclusivamente odontológicos, a maior variação positiva nos 12 meses encerrados em agosto foi no Mato Grosso, com 24,5%, correspondendo a 34.190 novos vínculos. Já o Estado de São Paulo teve acréscimo de 674.722 beneficiários no mesmo período, alta de 9,2%. O Distrito Federal foi o único a apresentar variação negativa em 12 meses, com perda de 4.007 beneficiários, redução de 0,8%.