Boletim da FenaSaúde traz dados atualizados do mercado de planos e seguros de saúde

FenaSaúde - 02/10/2015

A FenaSaúde publicou o 10º Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários, que traz um conjunto de indicadores das associadas e do mercado de Saúde Suplementar no país. Nesta edição, os dados reforçam tendência que vem se mantendo nos últimos anos: crescimento das despesas do segmento acima das receitas, o que pode vir a comprometer o equilíbrio do sistema e já afeta seriamente algumas operadoras do setor. As informações têm como base demonstrações contábeis enviadas regularmente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e referem-se aos 12 meses terminados em junho de 2015.

O boletim analisa a performance econômico-financeira do segmento e apresenta os principais desafios, como o ritmo mais lento de crescimento da base de beneficiários e o aumento contínuo dos gastos assistenciais, posicionando a taxa de sinistralidade em seu patamar mais elevado dos últimos anos. No período analisado, as associadas à FenaSaúde custearam R$ 46,5 bilhões em eventos de assistência médica e odontológica de seus beneficiários, com expansão de 15,3% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. A receita de contraprestações das associadas totalizou R$ 55,9 bilhões e cresceu 12,8%, na mesma base de comparação.
 
A edição do Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários reforça o compromisso da FenaSaúde com a informação de qualidade para promover o melhor entendimento do mercado de Saúde Suplementar.
 
Confira os principais temas abordados no boletim
 
Estrutura do mercado de Saúde Suplementar
 
Neste capítulo, são apresentados o faturamento total do setor, as despesas operacionais, as despesas assistenciais, as despesas por modalidade de planos de saúde e os resultados operacionais. As associadas à FenaSaúde registraram despesa total (inclui as despesas assistenciais, administrativas, comercialização e impostos) de R$ 54,9 bilhões nos 12 meses terminados em junho de 2015, com expansão de 15,5% em relação ao período imediatamente anterior.

Lembrando que a receita de contraprestações totalizou R$ 55,9 bilhões e cresceu 12,8%, na mesma base de comparação. Dessa forma, o resultado operacional (receita de contraprestações - despesa total) foi de R$ 1,1 bilhão. Na análise de todo o mercado de Saúde Suplementar, o resultado operacional foi deficitário em R$ 600 milhões, com as despesas totais superando a receita de contraprestações.
 
Operadoras e indicadores operacionais
 
Apresenta números absolutos das operadoras em atividade, divididas por modalidade. Mostra ainda volume de provisões técnicas das empresas, índices gerais de sinistralidade, fazendo distinção por modalidade de empresa. Aponta indicadores como volume de despesas administrativas e despesas comerciais.
 
Beneficiários

Esse capítulo traz dados de beneficiários da Saúde Suplementar no Brasil. Em junho de 2015, havia 72 milhões de beneficiários das operadoras de saúde, sendo 50,5 milhões nos planos de assistência médica (70,1% do total) e 20,5 milhões nos planos exclusivamente odontológicos (29,9% do total). O capítulo informa que, embora o setor continue a registrar adesões, o ritmo de crescimento da base de consumidores tanto dos planos de assistência médica quanto dos exclusivamente odontológicos vem desacelerando.
 
Distribuição Geográfica
 
Apresentação da distribuição dos beneficiários pelas cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste por cobertura assistencial (assistência médica ou exclusivamente odontológico) e localidade (interior ou capital). O capítulo mostra ainda as regiões que apresentaram melhor desempenho no ritmo de crescimento na base de beneficiários. Os dados mostram, por exemplo, que a Região Sudeste concentra o maior percentual de beneficiários de planos e seguros privados de saúde: 62,1% dos beneficiários de planos de assistência médica e 58,4% dos exclusivamente odontológicos. No entanto, a Região Centro-Oeste é a que registra o crescimento mais acelerado na base de clientes: em junho de 2015, houve aumento de 5,8% nos planos de assistência médica e 4,0% nos exclusivamente odontológicos, na comparação com junho de 2014.