Gastos atingem 85% da receita de operadoras de saúde

FOLHA DE S. PAULO - Maria Cristina Frias - 05/02/2015

De cada R$ 100 faturados em 2014, o setor de saúde suplementar gastou R$ 85 com despesas assistenciais, segundo projeção da Abramge (que representa empresas de medicina de grupo).

A entidade estima que as operadoras de saúde tenham faturado R$ 122,9 bilhões, 13,5% a mais que em 2013.

O custeio com gastos médicos, odontológicos, hospitalares, exames e outros procedimentos ambulatoriais pode ter atingido R$ 104,6 bilhões, uma evolução de 15,3% em relação ao ano anterior, calcula a associação.

"Somado às despesas administrativas, operacionais e de comercialização de planos, a margem de lucro das empresas de medicina de grupo fica em torno de 1%", diz Antonio Carlos Abbatepaolo, diretor-executivo da Abramge.

O modelo atual de remuneração dos procedimentos é uma das causas para o aumento das despesas, de acordo com Abbatepaolo.

"Com as novas tecnologias e o envelhecimento da população, o valor cobrado vem variando muito de paciente para paciente. Em países desenvolvidos, os tratamentos têm preços fechados, com poucas modificações."

Hoje, cada médico pede em torno de cinco exames por pessoa. O tempo médio de internação é de 4 a 5 dias.