Despesas assistenciais das operadoras de planos de saúde crescem 15,6% no 1° semestre de 2014 em relação ao 1° semestre de 2013

Letra Certa Comunicação - 24/10/2014

Instituto de Estudos de Saúde Suplementar aponta que, se o ritmo for mantido, despesas devem crescer mais do que receitas ao longo de 2014


As operadoras de planos de saúde no Brasil gastaram R$ 48,8 bilhões com despesas assistenciais no primeiro semestre de 2014. Um avanço de 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as despesas assistenciais foram de R$ 42,3 bilhões. Os números constam na Nota de Acompanhamento do Caderno de Informações da Saúde Suplementar (Naciss), produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar com base nas informações da ANS que acabam de ser atualizadas.

No mesmo período, a receita de contraprestações das operadoras (mensalidade dos beneficiários) foi de R$ 58,6 bilhões, um aumento de 14,9% em relação a junho de 2013. O superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, aponta que o saldo positivo é muito importante para o setor. Entretanto, o ritmo de crescimento das despesas tem se mantido historicamente em patamar mais elevado do que o das receitas, o que acende um sinal de alerta. “Se analisarmos os últimos nove anos, desde 2006, o comportamento das despesas assistenciais e das receitas tende a indicar o comportamento anual.” O superintende-executivo explica que o comportamento de despesas assistenciais e receitas registrados no primeiro semestre tende a se repetir no segundo, ou seja, quando as despesas crescem mais do que as receitas na comparação entre junho de um ano e o mesmo mês do ano anterior, o balanço anual, historicamente, segue o mesmo ritmo. “A tendência é que as despesas assistenciais cresçam mais do que as receitas em 2014 e, frente a este cenário, as operadoras precisam ficar atentas para reverter esse cenário”, alerta.

Carneiro ressalva, contudo, que esses números tratam apenas das despesas assistenciais, ou seja, os gastos das operadoras com serviços de saúde utilizados por seus beneficiários. “É preciso lembrar que as receitas das operadoras ainda precisam cobrir as despesas administrativas e tributos, que como nos demais setores são bastante elevados”, completa.