Abramge e Sinog promovem congressos para debater saúde suplementar

Revista Apólice - 08/08/2014

Na edição deste ano, os Congressos Abramge e Sinog, evento mais importante para a Saúde Suplementar, promovido pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), reunirá, em 4 e 5 de setembro, no Salão Nobre do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, especialistas e executivos para debater os desafios e perspectivas da saúde suplementar. Dentre os participantes, André Longo, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abordará a consolidação da regulamentação e o desempenho da agência frente aos desafios. A Conferência Magna ficará a cargo de Ricardo Amorim, debatedor do programa Manhattan Connection, da Globo News. No mercado financeiro desde 1992, o economista e estrategista de investimentos dará a sua visão sobre o impacto do panorama político e econômico na área da saúde.

O desempenho econômico e social do País, com mais empregos formais, melhores salários e mais consumo, alavancou o setor de planos de saúde, que vem apresentando crescimento desde 2003, quando havia 31,7 milhões de usuários e hoje chega a quase 51 milhões. Com uma taxa de cobertura superior a 25% da população brasileira, as operadoras de planos de saúde médico-hospitalares atendem a um número de pessoas equivalente ao de cidadãos cobertos pelo reconhecido sistema de saúde inglês, o National Health Services – NHS (presta serviços a 53 milhões de cidadãos ingleses). A população coberta com algum tipo de plano odontológico, por sua vez, alcançou 21 milhões de beneficiários em março de 2014, com crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2013, superando a população do Chile (17,5 milhões). Essas comparações revelam a dimensão do sistema de saúde suplementar brasileiro.

Mesmo em ascensão, o setor passa por grandes desafios. Os Congressos da Abramge e Sinog, discutirão as principais questões que envolvem o tema, abordando aspectos como o envelhecimento da população brasileira, a incorporação de novas tecnologias, além das medidas de regulamentação que impõem maiores custos às operadoras, ao mesmo tempo da necessidade de atender a uma demanda cada vez maior, cumprindo a oferta de serviços de qualidade.

Outros nomes estão confirmados, como o do médico e neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que falará sobre inovações tecnológicas. Nicolelis foi o responsável pela criação do exoesqueleto (veste robótica) controlado pela atividade cerebral, usado por um paciente paraplégico para dar o pontapé inicial no Mundial de 2014. A tecnologia ainda é tema da  palestra de Gil Giardelli, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) nos cursos de pós-graduação, MBA, Miami Ad School, do CIC – Centro de Inovação e Criatividade e da FIA-USP – Fundação Instituto de Administração. Giardelli apresentará as questões que envolvem o acesso e custo dessas inovações.

Estarão em pauta ainda “Qualidade como Processo de Gestão de Saúde”, e o tema “Medicina Baseada por Evidência como Ferramenta”, que serão apresentados, respectivamente, por Haino Burmester, coordenador de RH da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, e Álvaro Nagib Atalah, diretor do Centro Cochrane do Brasil e  professor titular e chefe de disciplina Medicina de Urgência e Medicina Baseada em Evidências da Unifesp/EPM. No segundo dia do evento, durante o painel “Impactos de Custos na Operação de Planos de Saúde”, Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de Estudos do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, mostrará um Panorama Tributário do Setor, enquanto o consultor Eduardo Pereira Nunes, abordará os “Movimentos Demográficos – Desafios e Perspectivas para a Saúde Suplementar”.

“Os serviços de saúde representam o quarto principal item de consumo das famílias, atrás apenas de Alimentação e Bebidas, Transportes e Habitação. Além disso, possuir um plano de saúde é o segundo item na pauta de reinvindicações dos trabalhadores, seguido apenas do salário. Queremos discutir, durante os Congressos Abramge e Sinog, como superar os desafios e atender às expectativas dos brasileiros. Mostrar como novos modelos de parcerias público-privadas (PPPs) na área de saúde e mudanças na legislação podem e devem ser desenvolvidos para estimular, ainda mais, investimentos, expandir os serviços, e trazer uma grande contribuição para a economia brasileira”, aponta Arlindo de Almeida, presidente da Abramge.

Arlindo adianta que um dos temas mais importantes do Congresso é a “Gestão de OPME”, que será abordada por Pedro Ramos, diretor da Abramge. As órteses, próteses e materiais especiais têm tomado relevante espaço nas discussões sobre custos assistenciais, pois respondem pelas parcelas mais expressivas destes gastos.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site: http://www.abramge.com.br/19congresso.aspx.