Cresce interesse de pequenas e médias empresas por adesão à planos de saúde

Infomoney - Nara Faria - 01/07/2014

Um balanço divulgado recentemente pela FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) revelou que as empresas associadas à federação alcançaram crescimento de 8,9% no número de beneficiários, superando 27 milhões de vidas no final de 2013. Embora represente 31 de um universo de mais de 1.200 operadoras, as associadas da entidade já chegam a 38% do mercado de saúde suplementar.

O estudo foi realizado com base em dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e também aponta o maior interesse de pequenas e médias empresas pela contratação de planos de saúde. No ano de 2013, o número de adesões a planos coletivos empresariais cresceu 6,7%. Para José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, esse crescimento está associado à taxa de desemprego baixa e ao aumento da disputa por mão-de-obra em um mercado aquecido.

"Quando a taxa de desemprego é baixa, as pessoas têm confiança de manter o seu emprego e na capacidade de ter um segundo se ela precisar mudar. Então para reter pessoas, as empresas têm que, de um lado, negociar salário e, de outro, oferecer um benefício a mais. "Esse benefício a mais é planos de saúde", afirma.

O estudo também aponta para bom ritmo da procura por planos exclusivamente odontológicos. Em 2013, as associadas registraram um crescimento de 9,2% em relação a 2012 e 24,8% quando comparado com o ano de 2011. O numero de contratos alcançou, em dezembro do ano passado, a 12,1 milhões.

Os números parciais ainda não foram divulgados, mas o ano de 2014 a perspectiva é de continuidade desta faixa de crescimento, a despeito das incertezas no setor econômico no País. "O mercado de trabalho continua aquecido e com isso o raciocínio é que o crescimento continue semelhando ao ano anterior tanto para os planos de saúde empresariais, como para odontológico, estima Cechin.

Perfil do Associado

A análise da FenaSaúde mostrou que 91,4% beneficiários dos planos médicos e 97,5% dos planos exclusivamente odontológicos possuem contratos novos, isto é, com coberturas pela Lei 9. 656/98.

No mercado, a participação de planos novos é de 87,9% para de assistência médica e 97,7 para exclusivamente odontológicos. De acordo com informações de dezembro de 2013, o percentual de brasileiros com mais de 80 anos cobertos por planos ou seguros de saúde é de 32,4%. Em 2003, essa taxa era de 25,2%.

A faixa com maior participação relativa é a de 30 a 39 anos, com 33,7%. As faixas de 50 a 59, 60 a 69 e 70 a 79 anos também chamam atenção com taxas de cobertura de 28,2%, 26,2% e 26,3%, respectivamente.