Total de beneficiários de planos de saúde deve chegar a 51 milhões em 2050

Revista Apólice - 23/04/2013

O total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares deve pular de 48 milhões em 2012 para 51,3 milhões em 2050, de acordo com projeção do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), divulgada na segunda-feira, 22 de abril.

A estimativa acompanha a evolução demográfica da população brasileira. “O número de beneficiários tende a crescer até 2039 e já em 2040 começa a decrescer. A partir de 2040 a população brasileira também inicia seu processo de decrescimento”, afirma o levantamento.

Apesar de o número absoluto de beneficiários não apresentar grande variação, com crescimento estimado de 15,5% em 40 anos, constata-se uma modificação relevante na composição etária. Os idosos com 60 anos e mais se destacam dos demais beneficiários, pois tendem a crescer em média 3,1% ao ano. Com isso, beneficiários dessa faixa etária deverão passar de 10,4% em 2010 para 30,4%, em 2050. Ainda nessa faixa etária, as mulheres continuam sendo maioria. Do total de mulheres beneficiárias, em 2010, 10,4% tinham 60 anos ou mais e, em 2050, serão 30,4% das mulheres. Já entre os homens, em 2010, 8,7% possuíam 60 anos ou mais e, em 2050, serão 26%.

Por outro lado, os grupos etários de0 a14 anos e de15 a59 anos perdem representatividade, com taxas de crescimento médias negativas (-1,4% e -0,1%, respectivamente).

O envelhecimento das carteiras e o aumento dos gastos com saúde já é realidade há alguma tempo. A participação de pessoas com 60 anos ou mais passou de 8% da população mundial em 1950 para 11% em 2010 e, segundo estimativas da ONU (2011), será de 17% em 2030 e de 22% em 2050.

Em 2010 o gasto púbico com a assistência hospitalar e ambulatorial no SUS somou R$ 25,5 bilhões.  Estima-se que, considerando apenas o efeito demográfico puro, essa cifra pulará para R$ 35,8 bilhões em 2030, número 40,4% superior ao registrado em 2010.

Em relação à saúde suplementar, o estudo mostra que gasto assistencial total do setor sairá de um patamar de R$ 59,2 bilhões, em 2010, para R$ 83,1 bilhões, em 2030, e R$ 104,7 bilhões em 2050.