Aumenta o total de beneficiários de planos de saúde

Monitor Mercantil - 15/01/2013

Os beneficiários de planos de saúde no Brasil totalizaram 48,66 milhões de vínculos em setembro de 2012, crescimento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2011. Apenas no terceiro trimestre, cerca de 240 mil vínculos foram incorporados à base de beneficiários, alta de 0,5%. Os dados constam do boletim "Nota de Acompanhamento do Caderno de Informações da Saúde Suplementar" (Naciss), produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base em dados que acabam de ser atualizados pela ANS.
 
"Nossa expectativa é que 2012 tenha registrado crescimento de 2,5% a 3% no total de beneficiários comparativamente a 2011", estima Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.
 
Carneiro destaca que o segmento de planos de saúde obteve um bom desempenho no ano. "Os planos coletivos empresariais apresentaram alta de 5,3% em setembro de 2012 ante setembro do ano anterior. Resultado tanto da continuidade de geração de empregos, apesar do PIB desaquecido, quanto da valorização dos empregados por este benefício", observa. "Muitas empresas, para atraírem ou reterem profissionais, investem neste benefício."
 
Caso o mesmo desempenho do setor se mantenha em 2013, com crescimento no patamar de 2,5% a 3%, o ano deve encerrar com mais de 50 milhões de beneficiários de planos de saúde. "Acreditamos que esse resultado poderá ser bastante factível. Tudo vai depender da manutenção do aquecimento do mercado de trabalho brasileiro", analisa Carneiro.
 
Em sua avaliação, o segmento de planos odontológicos tem se mostrado fortemente promissor em virtude da ainda reduzida base de beneficiários no país. "Dos 18,44 milhões de vínculos, cerca de 12,5 milhões advêm de contratos empresariais, ou seja, um benefício oferecido pelas empresas aos funcionários" revela.
 
A expectativa do IESS é de continuidade de expansão desse segmento em 2013, embora não seja possível, neste momento, estimar se o patamar de dois dígitos será mantido. "Pouco mais de 10% da população brasileira conta com planos odontológicos. Então, é de se esperar que esse produto cresça muito, mas neste caso também vai depender de fatores como a continuidade de geração de empregos e a oferta deste benefício pelas empresas", pondera Carneiro.