Operadoras minimizam problemas

 

Paraná Online – Joyce Carvalho – 11/06/2012

 

Dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a receita das operadoras em 2011 foi de R$ 83,3 milhões. A despesa assistencial chegou a R$ 68 milhões, além de gastos administrativos, com comercialização e impostos.

Em relação a 2010, a receita das operadoras aumentou 11,7% e o número de usuários cresceu 4,2%, segundo a ANS. O setor de saúde complementar no Brasil tem 64,4 milhões de beneficiários, sendo 47,6 milhões de planos médicos e outros 16,8 milhões de planos odontológicos. São 1.396 operadoras em atividade no País.

 

Em nota, a FenaSaúde, que representa 15 dos maiores grupos de operadoras de planos de saúde, informa que “as 2.981 notificações de investigação preliminar divulgadas pela ANS relativas ao cumprimento do prazo de atendimento a beneficiários representam 0,005% do total de 61,5 milhões de consultas realizadas trimestralmente pelo setor, o que significa uma notificação a cada 20.651 consultas realizadas”.

 

Segundo a FenaSaúde, pesquisa feita em 2011 pelo DataFolha/IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) revela que 80% dos beneficiários avaliam positivamente os serviços prestados pelas operadoras. “O atendimento recebido durante as consultas (86%) e exames (85%), assim como agilidade para marcação de exames (79%) e consultas (78%), foram elogiados pela grande maioria dos entrevistados – o que demonstra a qualidade dos serviços prestados pelo setor aos seus beneficiários”, cita a nota.

 

A FenaSaúde argumenta que suas afiliadas estão entre as que pagam os maiores honorários aos médicos. Entre 2005 e 2011, o reajuste médio do valor das consultas praticado por suas afiliadas foi de 71,6%, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) variou 41,9% e os aumentos das mensalidades dos planos de saúde individuais autorizados pela ANS nestes seis anos somaram 66,5%.