Plano de saúde sobe até 23% em seis meses

VEJA online - 31/05/2012

As operadoras de planos de saúde reajustaram em até 23% suas mensalidades nos últimos seis meses para os contratos novos individuais. O levantamento foi feito pelo Jornal da Tarde considerando valores de novembro de 2011 e abril deste ano. No mesmo período, o Índice do Custo de Vida (ICV), do Dieese, na capital foi de 3,97%. Os preços iniciais dos convênios médicos não estão submetidos a um controle da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), portanto, cada empresa é livre para cobrar quanto quiser.

O maior aumento para novos clientes ocorreu no plano básico da Intermédica (Max 200), que apresentou 23% de alta. Já a Greenline não elevou o valor para seu plano Classic. Segundo as empresas, o aumento ocorre por causa da alta dos custos e para diminuir o achatamento das margens de lucro nos anos seguintes, já que os reajustes passam depois a ser anuais e controlados pela ANS.

O presidente nacional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, explica que os aumentos aplicados pelos planos ocorrem para cobrir uma constante elevação do custo do serviço para as operadoras com a inclusão de procedimentos obrigatórios, conforme exigência da ANS, e até o aumento da expectativa de vida do brasileiro.

(Com Agência Estado)